Outro Conto

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Outro Conto

Mensagem  Fagner Machado em Seg Jun 07, 2010 4:49 pm

Não tenho a prática da escrita que desejo ter, mas consegui escrever esse conto. Depois posto a continuação dele, a versão de Coubert. O cenário se passa num deserto vermelho, numa fase de uma guerra entre duas nações.
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Fagner Machado

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Re: Outro Conto

Mensagem  Fagner Machado em Seg Jun 07, 2010 4:49 pm

Havíamos sido designados à Post Adammer #6, o primeiro ataque às instalações dentro de território inimigo. A posição que ocupávamos nos garantia vantagem estratégica para o uso dos canhões de longo alcance montados a mais de um quilometro atrás de mim.
Aquele calor fazia escorrer gotas e gotas de suor do rosto de todos lá. O grande deserto vermelho, de areia e grandes torrões de terra, erguia-se pelas laterais, deixando um amplo campo de batalha a nossa frente.
As posições estavam montadas e avançaríamos dentro de três horas às instalações de pesquisa militar. A pressão mantinha-me sempre alerta e deixavam-me estressado. Mesmo a sombra limpava minha testa do suor a cada 2 minutos.
Aquele sol descia calmamente até o horizonte. Recebi instruções pelo rádio de meu comandante para preparar as tropas. O rádio acabava de emudecer. Foi quando aconteceu.

Ninguém teria reparado mais cedo. Aquele pontinho brilhante que descia ao longe refletindo a luz do sol quase fez meu coração parar e deixou-me branco na face. Todos se viraram a mesma linha do horizonte vermelho. Inexplicavelmente recuperei todo aquele calor de súbito e consegui gritar as ordens pouco antes da detonação:

- Protejam-se! Não olhem para o clarão! Rápido!

Por uma fração pude ver meu sinistro companheiro Coubert de pé bem a minha frente. Estava como em transe, com os olhos espantados e a boca levemente aberta. Eu não tinha até então a menor idéia do que realmente acontecia com ele naquele momento até me contar mais tarde.
Todos inclusive a mim, naqueles pouquíssimos segundos estavam agachados atrás de qualquer coisa que conseguimos ver e com os olhos fechados. Levantei-me de ímpeto e saltei-me sobre ele não a tempo de salvá-lo.

Antes que pudesse tirar os pés do chão ela detonou. A explosão arremessou todos nós metros para trás com uma força indizível. O clarão era tão intenso que cegava mesmo quem tinha os olhos fechados. Pode ouvir apenas aquele silvo ensurdecedor que levava o som e as coisas. E então, após um espaço de tempo tão ínfimo que pareceu uma eternidade parecia que recobrava a consciência. Acordava para um mundo de caos. Meu primeiro sentido alertado foi os berros de dor e desespero que pude ouvir de Coubert. Não sabia até então que aquilo doía muito mais do que fisicamente. Ele estava caído a minha frente com as mãos nos olhos e contorcia-se de dor naquele chão vermelho, amaldiçoado.

- São mísseis nucleares táticos! Corram imediatamente aos blindados! Isso é uma ordem!

Minha mente fervia. Não podia acreditar no que tinha acabado de ver. Eles tinham lançado aquelas tão terríveis bombas em seu próprio território! O que podiam a mais fazer? Estariam loucos?
O Tratado Anti-Nuclear Global estabelecia rigorosamente a total proibição de qualquer artefato que utilizasse de tecnologia de fissão nuclear ou que emitisse radiação.
Corri para salvar Coubert que gemia aos berros no chão ainda com as mãos tapando sua face. Podia ver apenas seus dentes à mostra pela careta que fazia. O rosto contorcido.
Enquanto pegava ele com a ajuda de um soldado a comando meu, vi que aquele inferno não tinha acabado. Tinha apenas começado. Outro míssil rasgava o céu com seu dispositivo nuclear, seu dispositivo de morte. Estava próximo demais, próximo demais para acreditar que estava lá.

Tão rápido quanto todos os homens podiam, em segundos que se podiam contar em apenas uma mão estávamos dentro dos blindados. Muitos teriam dito que o que fiz poderia ter me matado. Fui o ultimo a entrar no veículo graças a minha ação de salvar Coubert.. Antes mesmo que fechasse a escotilha superior, Addams Filibert, o piloto principal do tanque de guerra de blindagem pesada, já estava manobrando com impressionando destreza e habilidade o enorme veículo naquela situação desesperada. E se não fosse ele ter feito isso duvido que poderia ter contado esta história. A segunda explosão que se sucedeu em menos de um minuto após a primeira teria arremessado o tanque de guerra com força suficiente para que capotasse e nos deixasse à mercê da terceira explosão que até então não sabia que aconteceria, se não fosse pela habilidade de manobra de Addams. Embora minha mente já dizia que aquilo não acabaria enquanto não estivéssemos todos mortos.
Coubert já conseguia se controlar enquanto lágrimas de sangue escorriam pelos olhos fechados.
O solavanco foi suficiente para que eu perdesse o equilíbrio e fosse jogado ao chão do tanque e abrisse um pequeno corte. Só agora pude sentir o desespero de meus pulmões para respirar.
Addams rapidamente informou aos outros pilotos de tripulantes sobre as condições de terreno com uma precisão e controle que achava ser impossível de manter neste momento.

- Unidades móveis, aqui é o veículo blindado pesado PSTIIX-16, monitores indicam elevado índice de radiação num raio de ação desconhecido do centro da detonação. Vistam os trajes à prova de radioatividade imediatamente e mantenham-se dentro dos veículos. Repito: vistam os trajes à prova de radioatividade e mantenham-se dentro dos veículos. Veículo blindado pesado PSTIIX-16 desligando.

Addams manobrava o pesado veículo com grande agilidade e manobrabilidade invejáveis. Transmitia a mensagem aos tanques do meu pelotão para se afastarem do centro da explosão tentando manter a calma e clareza na fala quando alertou-nos falando com os dentes cerrados:

- Tem um terceiro míssil! Merda! Está bem em cima de nós! O tanque não vai suportar!

Gelei quando ouvi a mensagem. Os tanques pesados PSTIIX tinham blindagem a prova de radiações alfa, beta e gamma, temperaturas extremas e calibre que não ultrapassasse ao de um míssil terra-ar lançado por um cruzeiro, mas isso nem se comparava ao poder de destruição de um míssil nuclear tático. Mísseis táticos de curto alcance tinham carga útil de 20 a 100 kilotons, suficiente para que não restasse nem nossos corpos carbonizadas àquela distancia.

Já tinha fechado meu traje e Pedro Vandrize acabava de fechar o de Coubert, deitado a nossa frente. Seus olhos, que só conseguia abrir agora tinham na cor um azul muito claro, e olhava a tudo atônito, como se cego.

Addams não era conhecido por sua habilidade como artilheiro. O míssil nos atingiu a menos de uma centena de metros. A explosão, entretanto, foi suficiente para lançar o tanque pelos ares e arremessar seus tripulantes que não estavam presos ao veículo com violência incrivelmente intensa às paredes de metal gelado.

Nem a blindagem foi suficiente para agüentar os efeitos da explosão que destruiu e retorceu toda a carapaça exterior. O tanque foi jogava contra rochas e terra, rodando um incontável número de vezes no ar e no solo e desfazendo-se quase que completo, enquanto levava todos nós à morte, ou pior, à inconsciência.


Não sei quanto tempo fiquei desacordado. Comecei sentindo aquele calor insuportável daquele lugar maldito. Enfim dezenas de pontos pelo corpo começaram a doer, castigando-me. Usei de toda minha força pra me levantar e só então poder constatar a destruição total do tanque e da vida e corpos da maioria de meus companheiros. Verifiquem quão rápido pude a situação. Suava demais por dentro daquele traje. Arrastei-me de pé no melhor de minhas forças e ânimo. Addams, Pedro e Coubert continuavam vivos. Vi Coubert estendido no chão, respirando com dificuldade. Ao seu lado, encostado no entulho e jogado estava Pedro. Addams acabava de sair da cabine. O co-piloto estava morto. Da mesma maneira foi destruída quase, senão toda, a divisão de blindados.

Aquele cenário de total desolação fez-me cair de joelhos na areia vermelho do deserto. O traje de Coubert havia se rasgado. Era inútil. Mal o proveria com oxigênio confortante. Todo o luxo que teria antes de sua lenta morte no inferno. Aproximei-me. Minha expressão não havia mudado desde que recuperei a consciência. Percebi que um filete de sangue escorria pela lateral de meu rosto.

- O clarão o cegou instantânea e permanentemente, major – foi o que conseguiu dizer Pedro, com os olhos semi-cerrados, a claridade intensa – Tem um rasgo no traje, não vai viver muito.

As mãos de Coubert tremiam. Pedro havia apoiado sua cabeça sobre o colo.

- Major…

Foi a primeira que escutei vinda dele desde que tudo começou. Coubert era um psyco, como eram conhecidos aqueles estranhos fechados com sinistros poderes. Era jovem, não tinha feito 25. Magro, muito branco. Ele esteve nesse mesmo esquadrão desde que assumi o comando, há um ano e meio aproximadamente. Falava muito pouco, mesmo com os companheiros de equipe. Era competente, inteligente. Dificilmente errava. Nessas horas sempre vemos como essas pessoas eram tão boas, capazes. Coubert era frio, profissional. Acatava bem as ordens. Vê-lo morrer na minha frente me desabou.

- Major – ele repetia quase sem ar nos pulmões – Eu vi… e o que vi não pode morrer comigo… não pode… compreende?…

Assenti e liguei o gravador da pequena câmera que nos acompanhava no capacete. Acionei também minha cápsula de memória. Não sabia também como a tantas coisas que vim a descobrir que estava danificada. Gravara apenas o áudio de seu último relato. Nem sua imagem me restaria como lembrança. Aproximei-me mais e comecei a ouvir seu relato.
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Excelente!

Mensagem  Bansh em Qui Jun 10, 2010 6:27 am

Muito bom seu conto!!! Acredito que ficaria excelente como conto introdutório da ambientação histórica das eras (pois me pareceu ser no período de transição da 1° com a 2° era)
Só uma pergunta, esse "psyco" seria um OMNI?
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Re: Outro Conto

Mensagem  Fagner Machado em Qui Jun 10, 2010 1:00 pm

Bom que gostou, mas pode ver que não é uma escrita profissional com todas aquelas técnicas. Sou pessimo para inventar nomes de personagens, dá pra notar, quase sempre são copiados de algum outro lugar, mas se trabalharmos todos juntos poderemos produzir otimos contos!

O psyco é um psyco mesmo, a classe com poderes mentais de controle do plano adjacente. Acontece na Terceira Era mesmo, mas de fato anos atras, talvez umas poucas décadas. Vou terminar a continuação da história, fazer as correções e postar. Seu personagem, o Dagger, pode se enquadrar bem, e, da mesma maneira como fazem no Tagmar e muitos outros livros de RPG, podemos colocar um prefácio e epilogo em cada livro lançado de ambientação, com os mesmos personagens, ou faltando um ou outro. Ficaria legal. Tenho em mente um outro conto envolvendo o Coubert, mas anteriormente. Quem sabe ainda escrevo.
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Re: Outro Conto

Mensagem  Fagner Machado em Qui Jun 10, 2010 1:30 pm

Ah, Pedro Vandrize na verdade é um omni.
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Re: Outro Conto

Mensagem  Fagner Machado em Sex Jun 18, 2010 1:18 pm

Continuação da história. Os relatos agora são de Philipner Coubert, o psyco que estava em transe na hora que a bomba explodiu, que foi salvo e que morreria cedo ou tarde contando o que viu.
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Re: Outro Conto

Mensagem  Fagner Machado em Sex Jun 18, 2010 1:19 pm

Relatos de Philipner Coubert

O mundo está longe de ser o que nos é revelado. Ao menos para mim. Aos da minha espécie. Desde criança meu mundo era frio. Gelado. Eu podia senti-los. Agindo. Tão próximos. Tratavam deles como se trata de um estranho longe, de que não se conhece. Mas eu podia vê-los. Em toda parte.

Esta sociedade muito me intriga. Faço o que me é mandado. Eles agem. Não pensam.

Aqui, nesse deserto vermelho de rochas e areia, vi-me longe deles pela primeira vez. Senti-me cego. Olhava as planícies vermelhas, as elevações colossais que o planeta fez ao longo de milênios, sua vegetação… estava vazio.

Algo me consumia. Podia sentir a proximidade daquele mundo escuro como nunca havia sentido. Mas minha conexão não era obra voluntária, ou gerada por mim. Foi então que entendi. Aquele mundo infinito, um mundo de consciência, havia feito contato comigo. Uma conexão. Uma ponte. Não dependia de mim.

Eu me desprendia do mundo material. Aquele vazio começou a encher-se de trevas. Ouvi seu grito de longe, muito longe além dos paredões de rochas. A escuridão envolveu tudo no alcance de minha vista. Meus companheiros desapareceram como fumaça. A voz de meu comandante desaparecia. Meus sentidos foram levados com o negrume.

Não havia sol, nem som, nem vento, nem calor, nem frio. As raras plantas que via antes desapareceram. Não havia luz, não era necessário. Eu podia ver quão longe fosse necessário, mesmo que não houvesse as cores. Era como se existisse apenas eu naquele lugar.

Nunca foi tão intenso. Nunca pude sentir aquele mundo com tanta sensibilidade.

Eu o vi. Descia a quilômetros de distancia, parecia muito devagar. O ambiente pulsava. Eles apareceram. Vieram de lugares mais distantes, além das construções massivas de pedra. Estavam desesperados. Estavam todos próximos demais daquele ponto de luz distante de mim quanto aconteceu o enorme clarão.

Haviam pressentido a essencial brutal que carregava. Eles tentaram impedir. Tentaram me salvar. Tentaram salvar aquele lugar. Tentaram salvar a milhares de vidas. Foram tardes demais.

A detonação foi como um pulso de energia bruta, de caos. O clarão intenso espalhou-se por todo aquele lugar escuro. Era de uma natureza jamais atingida. Imaginada. As ondas passavam por meu corpo, minha essência. Era uma dor que eu jamais pensaria que sentiria algum dia. A sensação mais intensa e letal que eu já havia sentido.

Eles foram carregados com ela. Seus gritos eram assustadores. Estavam morrendo. Pude sentir uma forte força de empuxo me arrastando daquele lugar. A presença daquele mundo que estava tão intensa como nunca senti tornou-se repentinamente quase nula. As cores e sons voltaram a mim. Meus sentidos estavam embaralhados. Senti-me tocando o chão novamente, meu corpo sendo carregado. Não conseguia abrir os olhos.

Aquilo voltou com transição mais rápida que a primeira. Senti um embrulho forte no estômago. Tudo ardia em vermelho. Outro descia. Senti sua presença intimidadora muito forte. Estava quente, muito quente. Algo acontecia. Essa combinação de energias gerou uma nova consciência. Como aquilo era possível?

Quando detonou novamente estranhamente não fui atingido. Estava tão próximo. Aquela luz, aquele calor, tão mais próximos, foi somente uma brisa comparada à primeira. Percebi então. Uma espécie de blindagem me protegia. Eu não havia tido tempo de perceber onde estava.

A desconexão foi muito mais intensa que a primeira. Era como se em segundos todo aquele mundo deixasse de existir. Como se tivessem me arrancado dele. Nem se tentasse conseguiria senti-lo.

Junto com os sentidos veio a escuridão a meus olhos e a voz a meu ouvido:

- Resista Coubert! Acorde esteja onde estiver! Vamos homem!
- Estamos mortos! Segurem-se!

Como se tivesse acordado repentinamente de um sonho foram meus sentidos e voltou-me aquele mundo. Caos e medo me esperavam nele. Aquela nova consciência, um novo ser, crescia e expelia energia de forma catastrófica, violenta. Eu me sentia sendo destruído. Ele era enorme, no centro da primeira explosão. Luz, apenas luz.

Os gritos e vozes naquele local tornaram-se ainda mais intensos. Pavor, medo, desespero, agonia. Eu podia sentir tudo aquilo vindo deles.

Eu aquela terceira esfera detonou. E eu era a primeira coisa que encontrara em seu caminho. Toda aquela energia atravessou meu corpo, minha alma. Era caos, a pura destruição. Não sei como sobrevivi, nem sei se sobrevivi.

Minha essência toda foi desintegrada, espalhada aos sete ventos. Pergunto-me se o que senti após aquilo era a morte. Eu não existia. Todos os meus sentidos, aquele mundo, minha memória, minha existência deixou de existir. Tudo desapareceu. Era algo atemporal. Podia ter demorado o quanto quisesse, não faria a mínima diferença.

Foi quando vivi novamente. Minha consciência renasceu, dispersa. Alguns diriam onisciência. E concentrou-se novamente. Eu renasci daquela energia caótica, abandonado do plano material, e feito de mais pura forma de energia e consciência. Senti paz. Paz naquele lugar tomado pela destruição e dor.

Liberei aquela energia toda. Senti sua extensão infinita. O caos tomava aquele lugar. Uma entidade enorme, intensa, poderosa, começava a se enraizar tomando espaço do negrume, ocupando-o com sua energia caótica, quente, vermelha. Sabia que aquele lugar jamais seria o mesmo, e que um grande mal nasceria mais dia menos dia daquilo.

Meu corpo estava morto. Eles haviam me arrastado para dentro do blindado para me salvar. Morreriam todos. Mas não era hora, não devia ser agora. Retorno então a esse corpo para avisar-lhes de um futuro distante, onde suas participações influenciarão toda a história da humanidade.

Deixo esse corpo, lar de meu espírito pelos anos que vivi. Posso buscar uma compreensão maior agora. Abandono os que já foram minha família, mas retornarei, cedo ou tarde para vê-los novamente.
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Re: Outro Conto

Mensagem  Fagner Machado em Seg Jun 21, 2010 2:56 pm

Com essa outra parte veio a criação de outro tipo de existencia. Além dos seres comuns, já surgiram as manifestações do plano adjacente, que sozinhas que eram muito dificeis de se tolerar, espalhadas pelo mundo todo. Agora aparece um terceiro tipo, similar as aparições comuns, mas feita de energia caótica. É uma manifestação do caos. É conciente, raciona, e extremamente poderosa. De natureza maligna, seu unico objetivo que visa atingir é a destruição de qualquer sociedade, raça, ideologia, etc. Mesmo as manifestações do plano adjacente detestam ela e estão na sua lista de coisas a serem extintas. Felizmente existem apenas em um lugar (na Terra): Post Adammer #6. Ela se enraiza em algum lugar e vai absorvendo energia, se multiplicando, sugando. São tipos demonios, ou lordes demonios. Podem se materializar em ambos os planos, tem conhecimento absurdamente elevado e vai sempre levar as coisas à ruina, raramente por força bruta, mas se assim desejar será muito facil. Podem ir pra qualquer ponto do planeta, mas sua energia está ligada a Post Adammer.

Eles envenenam, mentem, corrompem. Adoram ver sociedades inteiras sucumbirem guerriando entre si. E podem se alimentar disso.

O outro tipo é uma energia suprema, o quarto tipo. Algo criador, de um nivel superior, divino. Até agora teria existido apenas um, o personagem Coubert da história. Quando se atinge esse nivel, as dimensões da percepção atingem niveis universais, um novo tipo de entendimento, fora do alcance humano. Sabem de absolutamente tudo embora possam não explicar em palavras, eles apenas sentem, sentem tudo que acontece em todo o universo. Podem criar e destruir com a simples vontade. Além disso tem nivel em sabedoria máximo.

Um caso interessante que aconteceu na história foi que ele abandona a Terra, mesmo sabendo da energia caótica que foi criada.
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