Contos da ambientação

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Contos da ambientação

Mensagem  Bansh em Seg Maio 17, 2010 12:00 pm

Salve amigos!
Depois de ler alguns posts (poucos mesmos), não consegui dormir até criar este conto.
Acredito que a idéia base acabou não aparecendo, mas seria de uma cidade onde uma corporação vendia soro "anti-radiação" a preços abusivos. Essa corporação divulgava que tudo estava inabitável fora de Essex (o nome da cidade) e que a vida lá dentro só era possível pois tinham construido um domo que a separava do resto do mundo (vide a cidade de Marte no filme Vingador do Futuro). Só que na verdade o soro era uma droga que tinha de ser administrado de tempos em tempos senão causava degeneração, dita como efeitos da radiação para enganar os habitantes de Essex. Ninguém podia sair de lá, pois iriam acabar descobrindo que a Terra ainda era habitável. Depois do atentado feito pelo dono da cápsula de memória, a corporação encerrou o projeto (a cidade) e a fez sumir na história. Esta história se passaria entre a 2ª e 3ª Era.
Resumindo: A corporação montou um campo de trabalhadores (a própria cidade) que tinham de trabalhar para pagar o "remédio" que na verdade era a causa de suas mortes.

PS: Não sabia aonde colocar o texto, então resolvi criar este novo tópico...
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O Fim de Essex

Mensagem  Bansh em Seg Maio 17, 2010 12:01 pm

Dagger entra no recinto empunhando uma cápsula de memória como se fosse esse o item de maior que lhe daria uma nova vida. Seu olhar de triunfo e sua altivez causaram certo espanto como cobiça naqueles velhos do conselho corporativo.
- Senhores, eis aqui o achado que nos valerá acesso a quantias extraordinárias de dinheiro!
- Sr Dagger, parece que seu entusiasmo é grande, meu jovem. Deixe-nos ver o conteúdo desta cápsula e talvez você ganhe sua preciosa recompensa...
O jovem se postou ao centro da câmara de conferências e instalou a cápsula ao suporte no painel que se encontrava a sua frente. Olhou ao redor, para os rostos daqueles que eram, pelo menos em sua visão diminuta e regional, os homens mais poderosos no mundo atual. Quatro deles estavam ali presentes, vestindo seus garbosos trajes, enquanto outros dois apenas oscilavam a presença dentro de hologramas 3D. Após rápido aceno de positivo por todos, ele ligou o projetor.
Uma cidade em ruínas se encontrava a frente deles, na prespectiva de um cidadão qualquer, como se a projeção fosse sua própria visão. Uma voz começou a narrar ao fundo:
“Se alguém um dia puder ouvir isso, se minha cápsula de memória sobreviver ao que virá, espero que tenha valido a pena este sacrifício, bem como tantos outros que passamos. A rebelião não foi em vão. Hoje vamos acabar com essa corporação de uma vez por todas. Vamos tentar vingar as mortes de Xiang, Monne, Josh e Aldo. A corporação já causou mal demais esta cidade chamada Essex. Cobram-nos um abusivo valor para distribuir as doses anti-radiação que precisamos tomar periodicamente. Não nos deixam sair dos domos e explorar outros locais para habitar. O controle sobre nós é absurdo. Os mais antigos diziam que o mundo não era tão ruim assim, que foi por causa de uma guerra nuclear que chegamos a esse ponto. A ter que viver dentro de domos contra a radiação...
Mentira! Tudo isso não passa de uma grande mentira! Os domos, as doses anti-radiação, tudo não passa de uma forma de nos extorquir e prender! A algum tempo tentamos descobrir o que há lá fora deste vidro avermelhado que circula nossa cidade. Poucas semanas atrás fizemos contato com pessoas lá de fora, todos vivem bem. Não há radiação residual na área. Foi numa missão suicida para dentro da fábrica das doses anti-radiação que Josh descobriu que ao invés de ser um remédio as doses eram na verdade um tipo de droga experimental, que após ingerido causa forte dependência no organismo. Monne se recusou a tomar e sua abstinência causou decomposição rápida em seu corpo. Os malditos nos vendem nossa morte!!!
Mas isso irá acabar hoje, irá acabar agora...”
A visão da cápsula se moveu para a direita, a maleta que o interlocutor carregava foi aberta revelando uma pequena bomba. O rebelde aperta um botão e subitamente a imagem no projetor brilha intensamente e desaparece.
Um momento de silêncio se segue antes de Dagger quebra-lo com sua voz:
- E aí? Gostaram do que viram, espero que possamos enviar equipes de busca ao local onde este cidadão ativou a bomba. Essex a muito não existe mais, na verdade não está em lugar algum nos livros digitais ou na cultura oral da região. Claro, a região amarela está pouco povoada agora, porém a análise de radiação confirma que era uma região azul antes desta bomba. Com a equipe certa podemos revirar e resgatar as tecnologias escondidas neste lugar. O lucro e certo!
- Quem mais sabe deste registro, Sr Dagger? Como achou esta cápsula?
- Foi pura sorte sondar aquela área. Ela não estava nos planos da empresa, foi puro instinto... faro de caçador digamos. – diz Dagger num tom de soberba – somente eu e o analista Gilherm tivemos acesso. Sabemos como os senhores são reservados com relação à informação. – Enquanto termina essa afirmação faz uma reverência os membros do conselho diretor.
- Muito interessante mesmo, Sr Dagger. O senhor já pode sair, serão creditados algumas dezenas em seu cartão financeiro para manter essa informação restrita a nós até formarmos a equipe de resgate. Você deverá chefiá-la, claro.
Dagger sai do recinto feliz com o resultado de sua palestra. Agora seria chefe de equipe e ainda contava com algumas centenas em seu cartão. Excelente para um rastreador de destroços como ele.
Dentro da sala de reunião, os conselheiros ainda debatiam:
- Dagger se mostrou um bom rastreador. – disse o conselheiro loiro chamado Eiras.
- Não acredito que você realmente vai deixar ele ir com uma equipe lá. – respondeu outro mais velho, de cabelo grisalho.
- Claro que não, já enviamos uma mensagem de busca e eliminação para os carrascos, Sr Dagger é um homem morto. – Afirmou aquele que havia proposto a chefia do grupo de regate a Dagger. – Essex não pode aparecer mais, é passado e deve ficar enterredo, pelo bem da corporação.
- Tenho de concordar com vocês, Essex nos deu dinheiro suficiente para chegarmos aonde estamos, nossas gerações passadas conseguiram apagar esta história do mapa. Não seremos nós a abrir essa ferida novamente. Se descobrirem as mentiras que mantínhamos perderemos credibilidade, e isso é inaceitável! – Afirmou um dos hologramas, que se destacava pela túnica diferente das demais.
- Sim senhor, mestre Tirus. – responderam todos como uma reverência velada.
Dagger desapareceu três dias após o encontro, voltando de um bar à noite. Ainda não se tiveram notícias de Guilherm. Os carrascos ainda tentam localizá-lo. Essex não deve mais aparecer na história, a corporação Mannus gastou muito para apagá-la do mapa, não será agora que irá voltar...
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Re: Contos da ambientação

Mensagem  Fagner Machado em Seg Maio 17, 2010 9:04 pm

Não sabia que escrevi tão bem! Gostei muito mesmo do texto. Aliás, certamente será usado como rumor para o mundo atual. Vou guardar esse nome, Essex.

Abordou diversos itens de ambientação como roupas, tecnologia, itens, etc...

Entre para a equipe de ambientação! alien
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Equipe de ambientação

Mensagem  Bansh em Ter Maio 18, 2010 11:49 am

Bom, obrigado pelos elogios!
Na verdade ainda há alguns pontos para acertar, erros de gramática, coerência e alguma incrementada nos detalhes. Mas como disse, esse texto veio a cabeiça e tive de escreve-lo de noite mesmo...
Como posso integrar a ambientação? É que não achei nenhum texto de referência ainda...
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Re: Contos da ambientação

Mensagem  Fagner Machado em Ter Maio 18, 2010 1:40 pm

Devagar vamos desenvolvendo e preenchendo o que está vazio. A ambientação está apenas em um geralzão, uma linha cronológica bem resumida. Primeiramente vamos apenas definir como será o mundo de modo superficial, para podermos apenas nos localizar. Posteriormente detalharemos bem cada parte. Se vc for em Grupos, na barra preta aí em cima, poderá adentrar a equipe de ambientação.
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Re: Contos da ambientação

Mensagem  Admin em Seg Jun 07, 2010 4:35 pm

Pronto! Um espaço apenas para contos da ambientação! Me veio umas várias idéias À cabeça e quem sabe ainda escrevo umas também.

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Re: Contos da ambientação

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